Dicas importantes para compra e venda de empresas

  • 6 de dezembro de 2018
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Inovações

Processo que era considerado um atestado de falência, hoje é visto como movimento estratégico para crescimento e fortalecimento do mercado.

Quando uma empresa é vendida, ainda é muito presente na sociedade em geral a ideia de que os negócios não iam bem, e que a venda foi a melhor solução no momento de crise. Mas também é verdade que esta ideia tem perdido espaço, principalmente no mercado financeiro. Com a ascensão de sucesso de várias start-ups ao redor do mundo, os processos de compra e venda de empresas tornaram-se excelentes oportunidades de negócios, principalmente porque se antes o mercado era restrito aos grandes grupos, a presença das start-ups, que quase sempre tratam-se de micro ou pequenas empresas, acabaram criando um ambiente competitivo com grande potencial.

Mas o processo de compra e venda de uma empresa não é tão simples como as compras no varejo, por exemplo. Até pela função social e fiscal de uma pessoa jurídica, o trâmites para a transferência voluntária e onerosa do conjunto de bens da mesma deve seguir exigências jurídicas que protejam tanto o alienante quanto o adquirente em todo o processo de compra e venda.

No meio destes processos, também é aconselhável prezar por certos comportamentos que possam garantir uma transação tranquila e vantajosa para ambos os lados.

Na hora de vender

Uma dica importante para o vendedor, por exemplo, é não divulgar abertamente a intenção de venda da empresa. A publicidade sobre o assunto pode gerar má interpretações entre todos os públicos da organização: funcionários, acionistas, fornecedores, população no entorno e até mesmo no próprio mercado. Experiências exitosas prezam sempre pelo sigilo e confidencialidade, inclusive contratando uma equipe especializada neste tipo de transação responsável pela aplicação de uma metodologia específica no processo.

Outra boa e importante dica para o potencial alienante é a revisão de seus processos gerenciais, contábeis, táticos, operacionais e de governança. A correção de possíveis falhas ou aperfeiçoamento destes processos provavelmente irão agregar valor à empresa durante as futuras negociações.

Na hora de comprar

Já para quem deseja comprar uma empresa, a boa notícia é que esta pode ser uma excelente decisão se o adquirente também estiver plenamente seguro e convicto dela.

Adquirir um negócio já em funcionamento é um grande atalho para o empreendedor, que poderá pular processos como o de aquisição ou locação de espaço, instalação de equipamentos, contratação e treinamento de pessoal, construção de redes de fornecedores, etc. Além disso, em um processo claro durante a transferência voluntária e onerosa do conjunto de bens, o comprador certamente terá acesso a informações sobre faturamento, possíveis dívidas e planos de negócios com projeções para os próximos anos.

Quem paga a conta?

É importante destacar que no caso de dívidas da empresa, a venda só poderá ser concretizada com a anuência de seus credores e as dívidas existentes deverão estar especificadas em contrato. Se alguma destas condições não for obedecida, o negócio poderá ser anulado e a empresa poderá sofrer sérias sanções legais. O vendedor poderá ser cobrado, ainda, por dívidas que venceram em até um ano antes da venda da empresa e as que vencerão em até uma ano após a venda da mesma.

No entanto, dívidas tributárias poderão ser cobradas do comprador e dívidas trabalhistas poderão ser atribuídas a ambos, comprador e vendedor. Estas duas dívidas só não acompanharão a empresa se a venda se der por falência ou recuperação judicial, processos legais que já resguardam este tipo de pagamento.

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