O que você precisa saber para investir em obras de arte

  • 27 de setembro de 2018
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Curiosidades

Conhecimento e paciência são essenciais para quem deseja investir neste mercado que vem crescendo no Brasil.

 

Em dois anos o Brasil receberá uma exposição do holandês Vincent Van Gogh. Ainda sem data definida, a mostra já foi confirmada por meio do acordo entre o Instituto Tomie Ohtake, de São Paulo, com o museu Van Gogh, de Amsterdã. Esta será uma oportunidade rara para que os brasileiros possam ver de perto algumas das obras do artista, considerado um dos mais influentes da história da arte no ocidente. Eventos como este costumam despertar o interesse de curiosos e investidores no mercado de obras de arte. Afinal de contas, por que algumas obras valem tanto dinheiro?

Imagem: Shutterstock

Em primeiro lugar deve-se considerar que toda obra de arte é única. Fruto do trabalho de um artista que nela expressa suas ideias, técnicas e sentimentos. Não existe outra igual. Dependendo do reconhecimento, história e evolução do artista, suas obras de arte ganham valor ao longo do tempo, podendo custar muito dinheiro no futuro. Uma vantagem para este tipo de investimento é que ele independe do cenário econômico tradicional e não está diretamente sujeito às flutuações usuais. Além disso, as possibilidades são vastas e a liquidez destes ativos dependem de diversas estratégias que exigem conhecimento e paciência de seus investidores.

A aquisição de obras de arte pode ser feita por meio de leilões, em galerias ou o investidor pode optar por destinar o seu dinheiro para incentivar um artista iniciante em particular, acreditando em seu futuro promissor.

ESTRATÉGIAS DE INVESTIMENTO 

            Ao contrário do que possa parecer, investir no mercado de obras de arte pode não ser algo tão caro. Hoje em dia é possível arrematar pinturas, esculturas, gravuras e fotografia por valores entre R$ 500 e R$ 1 mil, mas estes investimentos geralmente estão mais sujeitos a riscos, pois não é possível prever se a obra ganhará valor ao longo do tempo. Na verdade, é exatamente por isso que quem deseja investir neste mercado precisa estar atento e entender a fundo sobre ele.

Para isso, além da consciência de que a valorização e precificação no mercado de obras de arte estão sujeitas a certo nível de subjetividade, o investidor precisa frequentar galerias, vernissages, ficar atento aos artistas que se destacam e que são convidados a expor seus trabalhos em vários lugares. O investimento em obras mais caras, de artistas em ascensão e que já possuem algum renome, costumam oferecer menos riscos ao investidor. Ainda assim, o mais indicado é que o dinheiro investido neste mercado não seja de uma reserva de emergência, por exemplo, pois a valorização de uma obra de arte se dá a longo prazo.

Mas o mais importante na hora de decidir por uma compra é ter a certeza de que a obra esteja dentro daquilo que lhe agrada enquanto arte, pois os bens colecionáveis deste tipo costumam virar peças de decoração e permanecer na família por anos. E nada mais desagradável do que conviver com algo que não lhe agrada visualmente, não é mesmo?

Para finalizar, vale saber que toda obra de arte só tem valor monetário se possuir certificados de autenticidade, geralmente fornecidos pelo próprio artista ou, em caso de um artista já falecido, emitido por familiares ou institutos oficiais dedicados à sua memória. Mas para ter direito ao ganho de capital em relação à obra, o proprietário precisa declarar o bem à Receita Federal, incluindo-o como parte do patrimônio na declaração de IR. Transações de venda, doação, cessão ou transmissão como herança também possuem tributações legais.

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