Por que algumas obras de arte valem tanto?

  • 7 de março de 2019
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Curiosidades

A autoria da obra é um dos maiores fatores de valorização. Algumas podem chegar a valer milhões levando em consideração apenas o reconhecimento pelo artista

No último dia 27 de fevereiro, a famosa casa de leilões britânica Christies´s realizou uma sessão todinha dedicada à arte impressionista e surrealista. Entre as dezenas de obras leiloadas, chamava a atenção, porém, três pinturas em particular: ‘Saule pleureur et bassin aux nymphéas’, obra centenária (1916) de Claude Monet; ‘Nature morte de peches et poires’, de Paul Cézzanne; e ‘Portrait de femme: buste, profil gauche’, de Vincent Van Gogh.

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A obra ‘Saule pleureur et bassin aux nymphéas’ (1916), de Claude Monet, foi arrematada por mais de 66,5 milhões de dólares. (Imagem: Flickr.com)

 

Das três, apenas a primeira foi arrematada, por um valor de aproximadamente £ 50,5 milhões (libras esterlinas), que corresponde a algo em torno de US$ 66,5 milhões. As outras duas obras , porém, seguem à venda com preços estimados em £ 21,2 milhões e de até £ 12 milhões, portanto. Apesar das altas cifras, estas não são, nem de longe, as mais caras obras de arte já leiloadas na história. O recorde pertence à obra ‘Salvator Mundi’, de Leonardo da Vinci, vendida em 2017 por mais de US$ 450,3 milhões na filial de Nova York da Christie´s.

O que torna uma obra cara

Mas o que torna uma obra de arte tão valiosa assim? Seria a técnica utilizada pelo artista? Não exatamente. As obras com bolinhas coloridas do inglês Damien Hirst, por exemplo. Não são exatamente um grande exemplo de complexidade, mas alguns de seus quadros já foram vendidos por de R$ 1,3 milhão. Seriam então os materiais utilizados? Também não. Chris Ofili, também inglês, assina obras que valem mais de R$ 5 milhões e são feitas com – acredite – esterco de elefante.

O que mais conta na hora da valorização de uma obra de arte, portanto, é o nome do artista que a assina. Sua história, a evolução do seu trabalho e, principalmente, o seu reconhecimento. A obra agrega muito mais que cores, valores e sentimentos do artista. Contudo, dependendo do ‘peso’ do seu nome, acaba atribuindo reconhecimento e status também para o comprador da obra, geralmente um colecionador. Além disso, uma obra de arte com alto valor comercial também é artigo de desejo de grandes investidores. Portanto, este tipo de objeto tende a se valorizar ainda mais com o passar dos anos.

Ranking

No ranking das obras de arte mais caras da história estão assinados por artistas como Pablo Picasso, Edvard Munch, Amedeo Modigliani, Francis Bacon, Jean-Michel Basquiat, Andy Warhol e Roy Lichtenstein. A obra de arte brasileira mais valiosa até o momento é o icônico ‘Abaporu’, pintado em 1928 por Tarsila do Amaral. A obra, que hoje pertence ao acervo do Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (Malba), pois está avaliada em mais de R$ 30 milhões.

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Avaliada em mais de R$ 30 milhões, a obra ‘Abaporu’, de Tarsila do Amaral, é a mais valiosa obra de arte brasileira. (Imagem: tarsiladoamaral.com.br)

 

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